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A Alquimista do Império Caído Capítulo 18

Equivale ao cap. 14 do manhwa

O corredor cheirava a pedra molhada e ferro velho. Contei os passos até a porta — doze, sempre doze — e parei antes de tocá-la, porque na outra vida aquela porta me custara um braço.

Não era medo. O medo se esgota; isto era memória, que é pior, porque a memória sabe exatamente onde dói e tem todo o tempo do mundo para lembrar você disso.

—Llegas tarde —dijo ella sin levantar la vista del pergamino—. Otra vez.

—Llegué justo a tiempo —respondí—. Solo que a otra cosa.

Lá fora, a neve caía sobre o pátio com aquela lentidão administrativa das coisas que não têm pressa de terminar. Lá dentro, a vela morria havia duas horas e ainda tinha meia noite pela frente.

Há uma diferença entre saber o futuro e poder mudá-lo, e essa diferença se mede em cadáveres. Eu tinha aprendido a contá-los antes de aprender a evitá-los.

Levantei a mão. O selo respondeu na primeira tentativa — coisa que não acontecera em vinte anos da vida anterior — e por um segundo, só um, me permiti pensar que talvez desta vez sim.

O corredor cheirava a pedra molhada e ferro velho. Contei os passos até a porta — doze, sempre doze — e parei antes de tocá-la, porque na outra vida aquela porta me custara um braço.

Capítulo 18 de A Alquimista do Império Caído, também publicada como La Alquimista del Imperio Caído · The Alchemist of the Fallen Empire · Mullak-han Jeguk-ui Geumsulsa · TAFE.